quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Resumo do Documento Conclusivo do II Congresso Continental Latino Americano de Vocações

PRIMEIRA PARTE:
A voz da Palavra: Noite e amanhecer no hoje da história.

Escutamos clamores, vemos a noite e o amanhecer socioeconômico que nos rodeia. A noite da pobreza e da miséria, da condição precária em que se encontra a Educação; quanta exclusão e indignidade no trato para com os demais, para com mulheres, índios, por diferenças sexuais... O povo é flagelado pelo narcotráfico em todos os níveis sociais, pobres e ricos, sofrem com esta terrível noite, que desintegra tantas famílias, com violência, exclusão e solidão, causando um vazio existencial nos jovens.
A sociedade propõe ídolos, riquezas e prazeres;  a economia privilegia o lucro, estimula a competição, aumenta as desigualdades; promove a injustiça; gera todo tipo de pobreza, uma geração de “descartáveis”!
E o amanhecer onde está?
Está na crença de “outro mundo é possível”, na doação e defesa da vida, da família e da educação; rompendo com a cultura do fácil, em uma postura crítica e responsável
Crescem as formas de repressão, que não se importam com os direitos humanos; a noite ameaça com a corrupção, “cultura da ilegalidade”; pessoas são levadas a não pensar mais no bem de todo o tempo e os espaços são usados em função do presente favor da inconsistência e da instabilidade, já não há mais valores, já não há mais relações interpessoais.
Os meios de comunicação tornam-se um perigo na medida em que só informam e não formam, deixando as pessoas sempre mais vazias e distraídas com tantas “informações”, deixando de lado a vida real por uma vida virtual.
O amanhecer ser percebe nos “sinais de exigência de maior flexibilidade sem perda de valores...” proposta de uma mentalidade de mudança e não somente uma mudança de mentalidade. E cresce ainda a sede de Deus fruto da “anemia espiritual”.
Uma grande preocupação está na ameaça à família, que implica grave risco ao berço das vocações. Hoje se propõe outras maneiras de entender a família, criando confusão de papeis e vazio existencial, ausência de sentido da vida.
A cultura atual leva os jovens a achar que o prazer é o único sentido da vida, nela eles são “educados para o individualismo e o consumismo, e tudo isso os obscurece e são tantas a consequências,  não são capazes de conviver e doar-se, têm uma forte tendência narcisista, exaltando o presente estabelecendo relações sem compromisso, estes jovens não são suficientemente acompanhados e nem foram educados para o sentido de pertença eclesial. Falta uma atenção às mudanças culturais e de uma linguagem na transmissão do Evangelho, e no anuncio do Kerigma, capaz de atingir os jovens.
Porém em um amanhecer, percebe-se que os jovens caracterizam-se pelo desejo de conhecer Jesus, possuem uma capacidade inata de criar comunidade e viver em comunhão, são amigos solidários, sensíveis à autenticidade e sua curiosidade os abre ao conhecimento. SÃO CAPAZES DE TRANSFORMAR O CONTINENTE DIGITAL.